O presidente Lula ( Foto Google )deu a definitiva cartada política de seu governo ao manter o pedido de urgência dos projetos que regulamentam o pré-sal.
Se lograr êxito e os projetos forem aprovados em 45 dias, Lula sairia glorificado do episódio, pois tomou uma decisão solitária, contra a opinião de seus conselheiros e do presidente da Câmara, Michel Temer, um mega-aliado.
Imagine-se um Lula vitorioso nessa questão por volta de abril do próximo ano. Nada o deteria mais rumo a objetivos inconfessos.
Foi uma aposta alta para Lula, que não sabe efetivamente o que o espera mais à frente, contando apenas com sua intuição e capacidade de mediador da bancada governista.
O presidente confia que a Câmara lhe dará não somente os projetos do pré-sal aprovados em 45 dias mas também a CSS para a Saúde.
As oposições terão doravante que mostrar competência para esgrimir o interesse político-eleitoral sem se contraporem ao interesse da sociedade, ao se mobilizar para as obstruções das votações. Se o fizerem, deixarão com Lula a oportunidade da denúncia de seu sentimento de lesa-nacionalismo e ravanchismo.
O senador Gim Argello ( Foto Google ) não tem plano algum no momento para se tornar ministro de alguma coisa no governo Lula, embora sondagens não lhe faltem. Nem Coordenação Política, nem Turismo o interessam, mesmo que nesta última pasta pudesse abrir uma ampla janela para fazer Brasília realçar nos seus 50 anos.
O projeto que encabeça suas prioridades é a disputa do governo de Distrito Federal em 2010 para instalar um palanque confiável para a ministra Dilma Rousseff, uma vez que dificilmente a candidata subiria num em que estivesse o ex-governador Joaquim Roriz ou o governador José Roberto Arruda tentando reeleição.
Mesmo para perder a eleição, Gim tem tempo. E quem tem prazo não tem pressa. Vislumbra o ano de 2014, e para isso seu plano é turbinar nas próximas eleições uma janela para ampliar conhecimento de seu perfil de senador.
Até lá, Gim Argello irá pouco a pouco ocupando seus espaços no plenário e nas comissões do Senado, mas preferencialmente nos bastidores, terreno em que gosta de atuar. Brevemente, o veremos frequentar amiúde o plenário em discursos nas segundas e nas sextas.
Embaixadores no sal.
O Brasil vive a era do pré-sal, mas alguns embaixadores em Brasília vivem a era do sal. Ou seja, estão no sal. Tudo porque perderam para a França a corrida dos submarinos nuclear brasileiro e da venda de submarinos convencionais. Somada à concorrência dos caças supersônicos – que também deverá contemplar a França – a compra no mercado francês deixou mal com suas matrizes os embaixadores da Suécia, Estados Unidos, Alemanha e Rússia. Vai ser uma noite de São Bartolomeu em Brasília, aquela do corte de cabeças. Alguns desses embaixadores erraram na estratégia. Outros foram atropelados. Outros, enganados.
Supremo virou tema de botequim.
O aparelhamento que sofreu o Supremo é discutido nos botequins de Brasília. Faz-se apostas sobre as figuras – antes de ilibada reputação – que poderão ser escolhidas pelo presidente para a vaga do ministro Carlos Aberto Direito. O Supremo Tribunal Federal, quem diria, chegou a uma era de exposição pública tal, denunciando a margem que dá a toda espécie de especulação sobre os dotes que deverá ter o novo ministro. Luiz Antonio Toffoli, o favorito, por exemplo, é considerado pelos advogados que atuam no Supremo um jejuno sem experiência. A não ser ter advogado para Lula em duas campanhas eleitorais. É ou não é botequim?
Frase do dia
“O petróleo existente na camada do pré-sal, em águas ultraprofundas. Não é uma vaca leiteira em termos da geração de dinheiro”
(Do presidente da Petrobras.José Sergio Gabrielli, ao programa Mercado Aberto, da Globo News, segundo o UOL)
Congresso em calças curtas:
Odebrecht fez prevalecer seu lobby.
Vira e mexe no Brasil tudo termina numa empreiteira. A Odebrecht sozinha fez mais do que toda a bancada governista quando conseguiu influenciar a aprovação das duas mensagens rapidamente tramitadas na Comissão de Economia e Finanças do Senado que autorizavam o presidente Lula a assinar os contratos com a França para compra de submarinos Scorpéne (foto Google) e helicópteros. Todos saíram contentes, mas a Odebrecht ainda mais, pois terá a construção do porto que permitirá as operações do submarino franco-brasileiro.
Editor: Leonardo Mota Neto.
Novos conteúdos ao longo do dia. Incluindo o Blog do Léo. Leia também acessando em www.blogdoleo.com.br
Brasília, 04 de Setembro de 2009
Lula dobra sua aposta:urgência é risco calculado
O presidente Lula ( Foto Google )deu a definitiva cartada política de seu governo ao manter o pedido de urgência dos projetos que regulamentam o pré-sal.
Se lograr êxito e os projetos forem aprovados em 45 dias, Lula sairia glorificado do episódio, pois tomou uma decisão solitária, contra a opinião de seus conselheiros e do presidente da Câmara, Michel Temer, um mega-aliado.
Imagine-se um Lula vitorioso nessa questão por volta de abril do próximo ano. Nada o deteria mais rumo a objetivos inconfessos.
Foi uma aposta alta para Lula, que não sabe efetivamente o que o espera mais à frente, contando apenas com sua intuição e capacidade de mediador da bancada governista.
O presidente confia que a Câmara lhe dará não somente os projetos do pré-sal aprovados em 45 dias mas também a CSS para a Saúde.
As oposições terão doravante que mostrar competência para esgrimir o interesse político-eleitoral sem se contraporem ao interesse da sociedade, ao se mobilizar para as obstruções das votações. Se o fizerem, deixarão com Lula a oportunidade da denúncia de seu sentimento de lesa-nacionalismo e ravanchismo.
O senador Gim Argello ( Foto Google ) não tem plano algum no momento para se tornar ministro de alguma coisa no governo Lula, embora sondagens não lhe faltem. Nem Coordenação Política, nem Turismo o interessam, mesmo que nesta última pasta pudesse abrir uma ampla janela para fazer Brasília realçar nos seus 50 anos.
O projeto que encabeça suas prioridades é a disputa do governo de Distrito Federal em 2010 para instalar um palanque confiável para a ministra Dilma Rousseff, uma vez que dificilmente a candidata subiria num em que estivesse o ex-governador Joaquim Roriz ou o governador José Roberto Arruda tentando reeleição.
Mesmo para perder a eleição, Gim tem tempo. E quem tem prazo não tem pressa. Vislumbra o ano de 2014, e para isso seu plano é turbinar nas próximas eleições uma janela para ampliar conhecimento de seu perfil de senador.
Até lá, Gim Argello irá pouco a pouco ocupando seus espaços no plenário e nas comissões do Senado, mas preferencialmente nos bastidores, terreno em que gosta de atuar. Brevemente, o veremos frequentar amiúde o plenário em discursos nas segundas e nas sextas.
Embaixadores no sal.
O Brasil vive a era do pré-sal, mas alguns embaixadores em Brasília vivem a era do sal. Ou seja, estão no sal. Tudo porque perderam para a França a corrida dos submarinos nuclear brasileiro e da venda de submarinos convencionais. Somada à concorrência dos caças supersônicos – que também deverá contemplar a França – a compra no mercado francês deixou mal com suas matrizes os embaixadores da Suécia, Estados Unidos, Alemanha e Rússia. Vai ser uma noite de São Bartolomeu em Brasília, aquela do corte de cabeças. Alguns desses embaixadores erraram na estratégia. Outros foram atropelados. Outros, enganados.
Supremo virou tema de botequim.
O aparelhamento que sofreu o Supremo é discutido nos botequins de Brasília. Faz-se apostas sobre as figuras – antes de ilibada reputação – que poderão ser escolhidas pelo presidente para a vaga do ministro Carlos Aberto Direito. O Supremo Tribunal Federal, quem diria, chegou a uma era de exposição pública tal, denunciando a margem que dá a toda espécie de especulação sobre os dotes que deverá ter o novo ministro. Luiz Antonio Toffoli, o favorito, por exemplo, é considerado pelos advogados que atuam no Supremo um jejuno sem experiência. A não ser ter advogado para Lula em duas campanhas eleitorais. É ou não é botequim?
Frase do dia
“O petróleo existente na camada do pré-sal, em águas ultraprofundas. Não é uma vaca leiteira em termos da geração de dinheiro”
(Do presidente da Petrobras.José Sergio Gabrielli, ao programa Mercado Aberto, da Globo News, segundo o UOL)
Congresso em calças curtas:
Odebrecht fez prevalecer seu lobby.
Vira e mexe no Brasil tudo termina numa empreiteira. A Odebrecht sozinha fez mais do que toda a bancada governista quando conseguiu influenciar a aprovação das duas mensagens rapidamente tramitadas na Comissão de Economia e Finanças do Senado que autorizavam o presidente Lula a assinar os contratos com a França para compra de submarinos Scorpéne (foto Google) e helicópteros. Todos saíram contentes, mas a Odebrecht ainda mais, pois terá a construção do porto que permitirá as operações do submarino franco-brasileiro.
Editor: Leonardo Mota Neto.
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Brasília, 04 de Setembro de 2009
Lula dobra sua aposta:urgência é risco calculado
O presidente Lula ( Foto Google )deu a definitiva cartada política de seu governo ao manter o pedido de urgência dos projetos que regulamentam o pré-sal.
Se lograr êxito e os projetos forem aprovados em 45 dias, Lula sairia glorificado do episódio, pois tomou uma decisão solitária, contra a opinião de seus conselheiros e do presidente da Câmara, Michel Temer, um mega-aliado.
Imagine-se um Lula vitorioso nessa questão por volta de abril do próximo ano. Nada o deteria mais rumo a objetivos inconfessos.
Foi uma aposta alta para Lula, que não sabe efetivamente o que o espera mais à frente, contando apenas com sua intuição e capacidade de mediador da bancada governista.
O presidente confia que a Câmara lhe dará não somente os projetos do pré-sal aprovados em 45 dias mas também a CSS para a Saúde.
As oposições terão doravante que mostrar competência para esgrimir o interesse político-eleitoral sem se contraporem ao interesse da sociedade, ao se mobilizar para as obstruções das votações. Se o fizerem, deixarão com Lula a oportunidade da denúncia de seu sentimento de lesa-nacionalismo e ravanchismo.
O senador Gim Argello ( Foto Google ) não tem plano algum no momento para se tornar ministro de alguma coisa no governo Lula, embora sondagens não lhe faltem. Nem Coordenação Política, nem Turismo o interessam, mesmo que nesta última pasta pudesse abrir uma ampla janela para fazer Brasília realçar nos seus 50 anos.
O projeto que encabeça suas prioridades é a disputa do governo de Distrito Federal em 2010 para instalar um palanque confiável para a ministra Dilma Rousseff, uma vez que dificilmente a candidata subiria num em que estivesse o ex-governador Joaquim Roriz ou o governador José Roberto Arruda tentando reeleição.
Mesmo para perder a eleição, Gim tem tempo. E quem tem prazo não tem pressa. Vislumbra o ano de 2014, e para isso seu plano é turbinar nas próximas eleições uma janela para ampliar conhecimento de seu perfil de senador.
Até lá, Gim Argello irá pouco a pouco ocupando seus espaços no plenário e nas comissões do Senado, mas preferencialmente nos bastidores, terreno em que gosta de atuar. Brevemente, o veremos frequentar amiúde o plenário em discursos nas segundas e nas sextas.
Embaixadores no sal.
O Brasil vive a era do pré-sal, mas alguns embaixadores em Brasília vivem a era do sal. Ou seja, estão no sal. Tudo porque perderam para a França a corrida dos submarinos nuclear brasileiro e da venda de submarinos convencionais. Somada à concorrência dos caças supersônicos – que também deverá contemplar a França – a compra no mercado francês deixou mal com suas matrizes os embaixadores da Suécia, Estados Unidos, Alemanha e Rússia. Vai ser uma noite de São Bartolomeu em Brasília, aquela do corte de cabeças. Alguns desses embaixadores erraram na estratégia. Outros foram atropelados. Outros, enganados.
Supremo virou tema de botequim.
O aparelhamento que sofreu o Supremo é discutido nos botequins de Brasília. Faz-se apostas sobre as figuras – antes de ilibada reputação – que poderão ser escolhidas pelo presidente para a vaga do ministro Carlos Aberto Direito. O Supremo Tribunal Federal, quem diria, chegou a uma era de exposição pública tal, denunciando a margem que dá a toda espécie de especulação sobre os dotes que deverá ter o novo ministro. Luiz Antonio Toffoli, o favorito, por exemplo, é considerado pelos advogados que atuam no Supremo um jejuno sem experiência. A não ser ter advogado para Lula em duas campanhas eleitorais. É ou não é botequim?
Frase do dia
“O petróleo existente na camada do pré-sal, em águas ultraprofundas. Não é uma vaca leiteira em termos da geração de dinheiro”
(Do presidente da Petrobras.José Sergio Gabrielli, ao programa Mercado Aberto, da Globo News, segundo o UOL)
Congresso em calças curtas:
Odebrecht fez prevalecer seu lobby.
Vira e mexe no Brasil tudo termina numa empreiteira. A Odebrecht sozinha fez mais do que toda a bancada governista quando conseguiu influenciar a aprovação das duas mensagens rapidamente tramitadas na Comissão de Economia e Finanças do Senado que autorizavam o presidente Lula a assinar os contratos com a França para compra de submarinos Scorpéne (foto Google) e helicópteros. Todos saíram contentes, mas a Odebrecht ainda mais, pois terá a construção do porto que permitirá as operações do submarino franco-brasileiro.
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Brasília, 04 de Setembro de 2009
Lula dobra sua aposta:urgência é risco calculado
O presidente Lula ( Foto Google )deu a definitiva cartada política de seu governo ao manter o pedido de urgência dos projetos que regulamentam o pré-sal.
Se lograr êxito e os projetos forem aprovados em 45 dias, Lula sairia glorificado do episódio, pois tomou uma decisão solitária, contra a opinião de seus conselheiros e do presidente da Câmara, Michel Temer, um mega-aliado.
Imagine-se um Lula vitorioso nessa questão por volta de abril do próximo ano. Nada o deteria mais rumo a objetivos inconfessos.
Foi uma aposta alta para Lula, que não sabe efetivamente o que o espera mais à frente, contando apenas com sua intuição e capacidade de mediador da bancada governista.
O presidente confia que a Câmara lhe dará não somente os projetos do pré-sal aprovados em 45 dias mas também a CSS para a Saúde.
As oposições terão doravante que mostrar competência para esgrimir o interesse político-eleitoral sem se contraporem ao interesse da sociedade, ao se mobilizar para as obstruções das votações. Se o fizerem, deixarão com Lula a oportunidade da denúncia de seu sentimento de lesa-nacionalismo e ravanchismo.
O senador Gim Argello ( Foto Google ) não tem plano algum no momento para se tornar ministro de alguma coisa no governo Lula, embora sondagens não lhe faltem. Nem Coordenação Política, nem Turismo o interessam, mesmo que nesta última pasta pudesse abrir uma ampla janela para fazer Brasília realçar nos seus 50 anos.
O projeto que encabeça suas prioridades é a disputa do governo de Distrito Federal em 2010 para instalar um palanque confiável para a ministra Dilma Rousseff, uma vez que dificilmente a candidata subiria num em que estivesse o ex-governador Joaquim Roriz ou o governador José Roberto Arruda tentando reeleição.
Mesmo para perder a eleição, Gim tem tempo. E quem tem prazo não tem pressa. Vislumbra o ano de 2014, e para isso seu plano é turbinar nas próximas eleições uma janela para ampliar conhecimento de seu perfil de senador.
Até lá, Gim Argello irá pouco a pouco ocupando seus espaços no plenário e nas comissões do Senado, mas preferencialmente nos bastidores, terreno em que gosta de atuar. Brevemente, o veremos frequentar amiúde o plenário em discursos nas segundas e nas sextas.
Embaixadores no sal.
O Brasil vive a era do pré-sal, mas alguns embaixadores em Brasília vivem a era do sal. Ou seja, estão no sal. Tudo porque perderam para a França a corrida dos submarinos nuclear brasileiro e da venda de submarinos convencionais. Somada à concorrência dos caças supersônicos – que também deverá contemplar a França – a compra no mercado francês deixou mal com suas matrizes os embaixadores da Suécia, Estados Unidos, Alemanha e Rússia. Vai ser uma noite de São Bartolomeu em Brasília, aquela do corte de cabeças. Alguns desses embaixadores erraram na estratégia. Outros foram atropelados. Outros, enganados.
Supremo virou tema de botequim.
O aparelhamento que sofreu o Supremo é discutido nos botequins de Brasília. Faz-se apostas sobre as figuras – antes de ilibada reputação – que poderão ser escolhidas pelo presidente para a vaga do ministro Carlos Aberto Direito. O Supremo Tribunal Federal, quem diria, chegou a uma era de exposição pública tal, denunciando a margem que dá a toda espécie de especulação sobre os dotes que deverá ter o novo ministro. Luiz Antonio Toffoli, o favorito, por exemplo, é considerado pelos advogados que atuam no Supremo um jejuno sem experiência. A não ser ter advogado para Lula em duas campanhas eleitorais. É ou não é botequim?
Frase do dia
“O petróleo existente na camada do pré-sal, em águas ultraprofundas. Não é uma vaca leiteira em termos da geração de dinheiro”
(Do presidente da Petrobras.José Sergio Gabrielli, ao programa Mercado Aberto, da Globo News, segundo o UOL)
Congresso em calças curtas:
Odebrecht fez prevalecer seu lobby.
Vira e mexe no Brasil tudo termina numa empreiteira. A Odebrecht sozinha fez mais do que toda a bancada governista quando conseguiu influenciar a aprovação das duas mensagens rapidamente tramitadas na Comissão de Economia e Finanças do Senado que autorizavam o presidente Lula a assinar os contratos com a França para compra de submarinos Scorpéne (foto Google) e helicópteros. Todos saíram contentes, mas a Odebrecht ainda mais, pois terá a construção do porto que permitirá as operações do submarino franco-brasileiro.
Editor: Leonardo Mota Neto.
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Brasília, 04 de Setembro de 2009
Lula dobra sua aposta:urgência é risco calculado
O presidente Lula ( Foto Google )deu a definitiva cartada política de seu governo ao manter o pedido de urgência dos projetos que regulamentam o pré-sal.
Se lograr êxito e os projetos forem aprovados em 45 dias, Lula sairia glorificado do episódio, pois tomou uma decisão solitária, contra a opinião de seus conselheiros e do presidente da Câmara, Michel Temer, um mega-aliado.
Imagine-se um Lula vitorioso nessa questão por volta de abril do próximo ano. Nada o deteria mais rumo a objetivos inconfessos.
Foi uma aposta alta para Lula, que não sabe efetivamente o que o espera mais à frente, contando apenas com sua intuição e capacidade de mediador da bancada governista.
O presidente confia que a Câmara lhe dará não somente os projetos do pré-sal aprovados em 45 dias mas também a CSS para a Saúde.
As oposições terão doravante que mostrar competência para esgrimir o interesse político-eleitoral sem se contraporem ao interesse da sociedade, ao se mobilizar para as obstruções das votações. Se o fizerem, deixarão com Lula a oportunidade da denúncia de seu sentimento de lesa-nacionalismo e ravanchismo.
O senador Gim Argello ( Foto Google ) não tem plano algum no momento para se tornar ministro de alguma coisa no governo Lula, embora sondagens não lhe faltem. Nem Coordenação Política, nem Turismo o interessam, mesmo que nesta última pasta pudesse abrir uma ampla janela para fazer Brasília realçar nos seus 50 anos.
O projeto que encabeça suas prioridades é a disputa do governo de Distrito Federal em 2010 para instalar um palanque confiável para a ministra Dilma Rousseff, uma vez que dificilmente a candidata subiria num em que estivesse o ex-governador Joaquim Roriz ou o governador José Roberto Arruda tentando reeleição.
Mesmo para perder a eleição, Gim tem tempo. E quem tem prazo não tem pressa. Vislumbra o ano de 2014, e para isso seu plano é turbinar nas próximas eleições uma janela para ampliar conhecimento de seu perfil de senador.
Até lá, Gim Argello irá pouco a pouco ocupando seus espaços no plenário e nas comissões do Senado, mas preferencialmente nos bastidores, terreno em que gosta de atuar. Brevemente, o veremos frequentar amiúde o plenário em discursos nas segundas e nas sextas.
Embaixadores no sal.
O Brasil vive a era do pré-sal, mas alguns embaixadores em Brasília vivem a era do sal. Ou seja, estão no sal. Tudo porque perderam para a França a corrida dos submarinos nuclear brasileiro e da venda de submarinos convencionais. Somada à concorrência dos caças supersônicos – que também deverá contemplar a França – a compra no mercado francês deixou mal com suas matrizes os embaixadores da Suécia, Estados Unidos, Alemanha e Rússia. Vai ser uma noite de São Bartolomeu em Brasília, aquela do corte de cabeças. Alguns desses embaixadores erraram na estratégia. Outros foram atropelados. Outros, enganados.
Supremo virou tema de botequim.
O aparelhamento que sofreu o Supremo é discutido nos botequins de Brasília. Faz-se apostas sobre as figuras – antes de ilibada reputação – que poderão ser escolhidas pelo presidente para a vaga do ministro Carlos Aberto Direito. O Supremo Tribunal Federal, quem diria, chegou a uma era de exposição pública tal, denunciando a margem que dá a toda espécie de especulação sobre os dotes que deverá ter o novo ministro. Luiz Antonio Toffoli, o favorito, por exemplo, é considerado pelos advogados que atuam no Supremo um jejuno sem experiência. A não ser ter advogado para Lula em duas campanhas eleitorais. É ou não é botequim?
Frase do dia
“O petróleo existente na camada do pré-sal, em águas ultraprofundas. Não é uma vaca leiteira em termos da geração de dinheiro”
(Do presidente da Petrobras.José Sergio Gabrielli, ao programa Mercado Aberto, da Globo News, segundo o UOL)
Congresso em calças curtas:
Odebrecht fez prevalecer seu lobby.
Vira e mexe no Brasil tudo termina numa empreiteira. A Odebrecht sozinha fez mais do que toda a bancada governista quando conseguiu influenciar a aprovação das duas mensagens rapidamente tramitadas na Comissão de Economia e Finanças do Senado que autorizavam o presidente Lula a assinar os contratos com a França para compra de submarinos Scorpéne (foto Google) e helicópteros. Todos saíram contentes, mas a Odebrecht ainda mais, pois terá a construção do porto que permitirá as operações do submarino franco-brasileiro.
Editor: Leonardo Mota Neto.
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Brasília, 04 de Setembro de 2009
Lula dobra sua aposta:urgência é risco calculado
O presidente Lula ( Foto Google )deu a definitiva cartada política de seu governo ao manter o pedido de urgência dos projetos que regulamentam o pré-sal.
Se lograr êxito e os projetos forem aprovados em 45 dias, Lula sairia glorificado do episódio, pois tomou uma decisão solitária, contra a opinião de seus conselheiros e do presidente da Câmara, Michel Temer, um mega-aliado.
Imagine-se um Lula vitorioso nessa questão por volta de abril do próximo ano. Nada o deteria mais rumo a objetivos inconfessos.
Foi uma aposta alta para Lula, que não sabe efetivamente o que o espera mais à frente, contando apenas com sua intuição e capacidade de mediador da bancada governista.
O presidente confia que a Câmara lhe dará não somente os projetos do pré-sal aprovados em 45 dias mas também a CSS para a Saúde.
As oposições terão doravante que mostrar competência para esgrimir o interesse político-eleitoral sem se contraporem ao interesse da sociedade, ao se mobilizar para as obstruções das votações. Se o fizerem, deixarão com Lula a oportunidade da denúncia de seu sentimento de lesa-nacionalismo e ravanchismo.
O senador Gim Argello ( Foto Google ) não tem plano algum no momento para se tornar ministro de alguma coisa no governo Lula, embora sondagens não lhe faltem. Nem Coordenação Política, nem Turismo o interessam, mesmo que nesta última pasta pudesse abrir uma ampla janela para fazer Brasília realçar nos seus 50 anos.
O projeto que encabeça suas prioridades é a disputa do governo de Distrito Federal em 2010 para instalar um palanque confiável para a ministra Dilma Rousseff, uma vez que dificilmente a candidata subiria num em que estivesse o ex-governador Joaquim Roriz ou o governador José Roberto Arruda tentando reeleição.
Mesmo para perder a eleição, Gim tem tempo. E quem tem prazo não tem pressa. Vislumbra o ano de 2014, e para isso seu plano é turbinar nas próximas eleições uma janela para ampliar conhecimento de seu perfil de senador.
Até lá, Gim Argello irá pouco a pouco ocupando seus espaços no plenário e nas comissões do Senado, mas preferencialmente nos bastidores, terreno em que gosta de atuar. Brevemente, o veremos frequentar amiúde o plenário em discursos nas segundas e nas sextas.
Embaixadores no sal.
O Brasil vive a era do pré-sal, mas alguns embaixadores em Brasília vivem a era do sal. Ou seja, estão no sal. Tudo porque perderam para a França a corrida dos submarinos nuclear brasileiro e da venda de submarinos convencionais. Somada à concorrência dos caças supersônicos – que também deverá contemplar a França – a compra no mercado francês deixou mal com suas matrizes os embaixadores da Suécia, Estados Unidos, Alemanha e Rússia. Vai ser uma noite de São Bartolomeu em Brasília, aquela do corte de cabeças. Alguns desses embaixadores erraram na estratégia. Outros foram atropelados. Outros, enganados.
Supremo virou tema de botequim.
O aparelhamento que sofreu o Supremo é discutido nos botequins de Brasília. Faz-se apostas sobre as figuras – antes de ilibada reputação – que poderão ser escolhidas pelo presidente para a vaga do ministro Carlos Aberto Direito. O Supremo Tribunal Federal, quem diria, chegou a uma era de exposição pública tal, denunciando a margem que dá a toda espécie de especulação sobre os dotes que deverá ter o novo ministro. Luiz Antonio Toffoli, o favorito, por exemplo, é considerado pelos advogados que atuam no Supremo um jejuno sem experiência. A não ser ter advogado para Lula em duas campanhas eleitorais. É ou não é botequim?
Frase do dia
“O petróleo existente na camada do pré-sal, em águas ultraprofundas. Não é uma vaca leiteira em termos da geração de dinheiro”
(Do presidente da Petrobras.José Sergio Gabrielli, ao programa Mercado Aberto, da Globo News, segundo o UOL)
Congresso em calças curtas:
Odebrecht fez prevalecer seu lobby.
Vira e mexe no Brasil tudo termina numa empreiteira. A Odebrecht sozinha fez mais do que toda a bancada governista quando conseguiu influenciar a aprovação das duas mensagens rapidamente tramitadas na Comissão de Economia e Finanças do Senado que autorizavam o presidente Lula a assinar os contratos com a França para compra de submarinos Scorpéne (foto Google) e helicópteros. Todos saíram contentes, mas a Odebrecht ainda mais, pois terá a construção do porto que permitirá as operações do submarino franco-brasileiro.
Editor: Leonardo Mota Neto.
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Brasília, 04 de Setembro de 2009
Lula dobra sua aposta:urgência é risco calculado
O presidente Lula ( Foto Google )deu a definitiva cartada política de seu governo ao manter o pedido de urgência dos projetos que regulamentam o pré-sal.
Se lograr êxito e os projetos forem aprovados em 45 dias, Lula sairia glorificado do episódio, pois tomou uma decisão solitária, contra a opinião de seus conselheiros e do presidente da Câmara, Michel Temer, um mega-aliado.
Imagine-se um Lula vitorioso nessa questão por volta de abril do próximo ano. Nada o deteria mais rumo a objetivos inconfessos.
Foi uma aposta alta para Lula, que não sabe efetivamente o que o espera mais à frente, contando apenas com sua intuição e capacidade de mediador da bancada governista.
O presidente confia que a Câmara lhe dará não somente os projetos do pré-sal aprovados em 45 dias mas também a CSS para a Saúde.
As oposições terão doravante que mostrar competência para esgrimir o interesse político-eleitoral sem se contraporem ao interesse da sociedade, ao se mobilizar para as obstruções das votações. Se o fizerem, deixarão com Lula a oportunidade da denúncia de seu sentimento de lesa-nacionalismo e ravanchismo.
O senador Gim Argello ( Foto Google ) não tem plano algum no momento para se tornar ministro de alguma coisa no governo Lula, embora sondagens não lhe faltem. Nem Coordenação Política, nem Turismo o interessam, mesmo que nesta última pasta pudesse abrir uma ampla janela para fazer Brasília realçar nos seus 50 anos.
O projeto que encabeça suas prioridades é a disputa do governo de Distrito Federal em 2010 para instalar um palanque confiável para a ministra Dilma Rousseff, uma vez que dificilmente a candidata subiria num em que estivesse o ex-governador Joaquim Roriz ou o governador José Roberto Arruda tentando reeleição.
Mesmo para perder a eleição, Gim tem tempo. E quem tem prazo não tem pressa. Vislumbra o ano de 2014, e para isso seu plano é turbinar nas próximas eleições uma janela para ampliar conhecimento de seu perfil de senador.
Até lá, Gim Argello irá pouco a pouco ocupando seus espaços no plenário e nas comissões do Senado, mas preferencialmente nos bastidores, terreno em que gosta de atuar. Brevemente, o veremos frequentar amiúde o plenário em discursos nas segundas e nas sextas.
Embaixadores no sal.
O Brasil vive a era do pré-sal, mas alguns embaixadores em Brasília vivem a era do sal. Ou seja, estão no sal. Tudo porque perderam para a França a corrida dos submarinos nuclear brasileiro e da venda de submarinos convencionais. Somada à concorrência dos caças supersônicos – que também deverá contemplar a França – a compra no mercado francês deixou mal com suas matrizes os embaixadores da Suécia, Estados Unidos, Alemanha e Rússia. Vai ser uma noite de São Bartolomeu em Brasília, aquela do corte de cabeças. Alguns desses embaixadores erraram na estratégia. Outros foram atropelados. Outros, enganados.
Supremo virou tema de botequim.
O aparelhamento que sofreu o Supremo é discutido nos botequins de Brasília. Faz-se apostas sobre as figuras – antes de ilibada reputação – que poderão ser escolhidas pelo presidente para a vaga do ministro Carlos Aberto Direito. O Supremo Tribunal Federal, quem diria, chegou a uma era de exposição pública tal, denunciando a margem que dá a toda espécie de especulação sobre os dotes que deverá ter o novo ministro. Luiz Antonio Toffoli, o favorito, por exemplo, é considerado pelos advogados que atuam no Supremo um jejuno sem experiência. A não ser ter advogado para Lula em duas campanhas eleitorais. É ou não é botequim?
Frase do dia
“O petróleo existente na camada do pré-sal, em águas ultraprofundas. Não é uma vaca leiteira em termos da geração de dinheiro”
(Do presidente da Petrobras.José Sergio Gabrielli, ao programa Mercado Aberto, da Globo News, segundo o UOL)
Congresso em calças curtas:
Odebrecht fez prevalecer seu lobby.
Vira e mexe no Brasil tudo termina numa empreiteira. A Odebrecht sozinha fez mais do que toda a bancada governista quando conseguiu influenciar a aprovação das duas mensagens rapidamente tramitadas na Comissão de Economia e Finanças do Senado que autorizavam o presidente Lula a assinar os contratos com a França para compra de submarinos Scorpéne (foto Google) e helicópteros. Todos saíram contentes, mas a Odebrecht ainda mais, pois terá a construção do porto que permitirá as operações do submarino franco-brasileiro.
Editor: Leonardo Mota Neto.
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